A inteligência artificial, as redes sociais, a desinformação e a linguagem simples estiveram entre os temas debatidos no 4º Congresso Nacional de Comunicação dos Tribunais de Contas (CNCTC), realizado nos dias 3 e 4 de agosto, em Ouro Preto. O encontro reuniu membros dos Tribunais de Contas, dos Ministérios Públicos de Contas e profissionais da comunicação dos órgãos de controle de todo o país para discutir como tornar as informações públicas mais claras, acessíveis e úteis à população. O Ministério Público de Contas do Estado de Minas Gerais (MPC-MG) participou da programação com a Procuradora-Geral, Sara Meinberg, que mediou um dos painéis, além do Procurador-Ouvidor, Marcílio Barenco, do Procurador Glaydson Massaria e da Assessoria de Comunicação.


Edilene Lôbo, Jamil Chade, Bertha Maakaroun, Lucas Ragazzi, Murilo Rocha, Lair Rennó, Viviane Mosé, Ana Freitas, Alexandre Sayad, Larissa Carvalho, Jersey Simon, Gabriel Ronan, Ricardo Martins, Felipe Godoy e Alex Monteiro conduziram palestras e painéis sobre confiança nas instituições, inteligência artificial, jornalismo investigativo, acessibilidade, diversidade, dados públicos e comunicação institucional em ambientes digitais. As redes sociais também tiveram espaço na programação.
Os temas discutidos no congresso convergiram para a concretização dos princípios da publicidade e da impessoalidade que regem a administração pública, com especial destaque para o dever de informar e dar transparência aos atos estatais. As reflexões apresentadas evidenciaram que a comunicação institucional deve observar seu caráter educativo, informativo e de orientação social e ampliação da confiança da população nas instituições públicas.
As palestras mostraram que a comunicação pública precisa acompanhar as transformações da sociedade e os novos hábitos de consumo da informação, com a incorporação de ferramentas como a inteligência artificial e as plataformas digitais de forma ética, responsável e acessível. Também ressaltaram a importância do combate à desinformação, da promoção da linguagem simples e da ampliação da acessibilidade, de modo a garantir que as informações de interesse coletivo sejam compreendidas por diferentes públicos.


