Procuradora Maria Cecília palestra em evento sobre regularização fundiária realizado no TJMG
Publicação em 18 de março de 2026



Tribunais de Contas assumem papel estratégico na fiscalização de políticas públicas



Durante o “3º Congresso Nacional de Regularização Fundiária – REURB por Mulheres: Tecnologia, Inovação e Inteligência Artificial”, realizado no último dia 12, na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte, a Procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de Minas Gerais Maria Cecília Borges participou de painel em que expôs como a inovação e a tecnologia estão transformando a atuação dos órgãos de controle no Brasil.  

Maria Cecília Borges durante sua exposição no Congresso. Acervo pessoal.


Sua palestra destacou a transição dos Tribunais de Contas de uma postura de controle de conformidade para um modelo focado em desempenho e resultados sociais. Segundo Maria Cecília Borges, o foco atual reside na efetividade: a política de REURB está realmente resolvendo o problema da moradia e gerando cidades sustentáveis? 

Um dos pontos altos da exposição foi o papel da inteligência artificial no fortalecimento da transparência e do controle. O uso de ferramentas tecnológicas permite o cruzamento de grandes volumes de dados, tornando o controle mais rápido e preciso. Foram citados os exemplos do TCEMG: SURICATO e chatUai, o que levou a plateia a se envolver e se empolgar com a temática. 

A Procuradora ressaltou que a irregularidade fundiária não é apenas um entrave jurídico ou social, mas um custo alto para os Municípios, tratando-se de um problema também de gestão pública. 

Ao concluir, ressaltou que a avaliação de políticas públicas tem o condão de contribuir para melhorar a vida das pessoas e tornar nossas cidades menos desiguais e sustentáveis.  

Filomeno Abreu, Cláudia Ignez, Maria Cecília Borges, Túlio Khouri, Andreia Vazquez e Melissa Barcelos. Acervo pessoal.



É o segundo ano que a Procuradora Maria Cecília é convidada para palestrar no evento e aproveita a oportunidade para reforçar a importância da atuação do Tribunais de Contas para a regularização fundiária urbana.